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DROGAS, A GUERRA PERDIDA

TABACO, ALCOOL, SANTO DAIME  – TAMBEM SÃO DROGAS

Movimentos contra a produção, o comércio e o uso de substâncias psicoativas existem desde o século XIX nos Estados Unidos, tendo gerado um Partido Político - “Prohibition Party” –  em 1870.  Em 1914 surgiu a primeira Lei contra os Narcóticos – Lei Harrison -, complementada pela Lei do Controle sobre as Drogas Narcóticas de 1956, pela Emenda de Controle sobre o abuso de Drogas de 1965 e finalmente a Anti-Drug Mesure de 1987.  O Brasil firmou e ratificou tratado em 1961 junto com 73 países que vigora até hoje.

Nos anos 20 a grande preocupação das campanhas moralistas americanas era o combate às bebidas alcóolicas, fazendo aprovar a LEI SECA  proibindo a fabricação, venda, transporte, importação e exportação de bebidas alcoólicas, a fim de proteger os americanos dos malefícios do álcool.

Amplamente burlada, tornou-se um negócio em escala industrial controlado pelos gângsteres de Chicago, com o desenvolvimento de uma espiral de violência sem precedentes, nas brigas entre grupos rivais, na matança disseminada, na falsificação dos produtos, popularmente chamada de “batizar”, e na corrupção policial. 

O propósito de proteger as pessoas dos malefícios do Alcool se tornou, ao joga-lo na ilegalidade,  a maior e melhor propaganda em favor do seu consumo, fazendo a indústria de bebidas clandestina proliferar por todo o país, sem controle, sem o pagamento de impostos.  Se hoje os chamados “mulas” do tráfico transportam droga escondida no corpo ou nas vestes, os bootleggers levavam álcool oculto no cano de suas botas para vendê-lo aos índios. 

Após anos de convívio com o dinheiro financiando o crescimento do crime organizado, a extrema violência, as mortes e a corrupção causada pela proibição, o presidente Franklin Delano Roosevelt reconheceu a ineficácia do combate ao consumo de álcool e revogou a Lei Seca, golpeando de morte o crime organizado.

A história se repete na Guerra Atual contra os Cartéis das Drogas: disputa mortal pelo controle de territórios, corrupção de agentes públicos, enriquecimento dos traficantes e o que se vê é o crescimento desenfreado do consumo.

É UMA GUERRA PERDIDA.  Somente nesse ano, no México, tombaram mais de 10.000 vidas, segundo o que acaba de ser oficialmente noticiado.

Nos EUA já há vários Estados que produzem e comercializam a maconha para fins medicinais, sendo vendida no comércio legalizado mediante receita médica. Na Califórnia a população foi consultada nas últimas eleições e teve a oportunidade de aprovar a ampliação da legalidade para o uso da maconha tambem como forma recreativa.  47% da população se manifestou favorável a total liberação da maconha, mas 53% ainda são contra, convencida que a guerra ao tráfico é o único meio legítimo de combater essa praga.

Os milhões de eleitores -47%- que votaram a favor da descriminalização da maconha é um indício auspicioso de que cada vez mais e mais pessoas entendem que chegou a hora de mudança, cujo efeito mais imediato será a eliminação da criminalidade que prospera graças a ilegalidade de sua produção e comércio.

O exemplo do fim da Lei Seca, que acabou com as todo-poderosas organizações criminosas que encheram de sangue e cadáveres as ruas das cidades americanas é a resposta. O mercado legal acabará com os grandes cartéis, privando-os de seu lucrativo negócio e levando-os a ruína.

Que as drogas são uma praga, ninguem discorda, mas o Alcool, o Tabaco o Santo Daime também são, além de muitas outras conhecidas e desconhecidas e que estão dentro da legalidade, causando o mesmo ou mais mal que as drogas ilegais, amplamente comercializadas pelos criminosos.

Não consumo bebidas alcoolicas, não fumo, não uso drogas, mas não concordo que o Estado  proiba as pessoas de fumarem, beberem ou se drogarem, causando mal a si mesmas. O Estado tem somente a obrigação de informar os cidadãos a respeito dos riscos que correm e de impor penas severas aqueles que causem danos aos demais, por beberem, fumarem e consumirem drogas.

É triste saber que no futuro, lembraremos as milhares (ou milhões) de vidas tombadas pela loucura humana da GUERRA AS DROGAS, da mesma forma que hoje lembramos da LEI SECA, da INQUISIÇÃO CRISTÃ, do HOLOCAUSTO DE HITLER e de tantas outras vezes que nossa insanidade nos leva a impor a  “NOSSA VERDADE VERDADEIRA” a todos as  outras pessoas.

É O MEU PONTO DE VISTA

ODILON SOARES

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INFORME-SE.