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DOLAR BARATO

O DOLAR BARATO

7 de agosto de 2010 | 17h00

“Celso Ming

Certos analistas do mercado financeiro vêm apostando em que as cotações do dólar encontrarão uma “resistência natural” a novas quedas quando chegarem a R$ 1,7500 (sexta-feira fecharam a R$ 1,7600). Mas nada garante algo assim. Os próprios bancos brasileiros estão “vendidos” em US$ 10 bilhões, o que indica avaliação firme de que o real continuará se valorizando.”

Quem mora em São Paulo Passa boa parte de Sua Vida Sentado.    Sim, Sentado e Dentro de um Carro parado em algum ponto de Nossa Cidade Grande.   Fumaça, buzinas , apitos , trombadinhas e trombadões , assaltantes , sequestradores e assassinos, fazem parte do Nosso Dia a dia.   Quem não quer surtar ” e ter o seu “dia de cólera ” recorre ao rádio, companheiro que nos acompanha , entretem e Informa.

Ouvintes cativos, não há quem não ouça os repetidos noticiários sobre o ” mercado”  e o sobe e desce do valor do Dolar.    Nas pontas das cotações,  as apreensões de costume,  com as opiniões  dos  ” especialistas “  e muito ” ecônomês “  no linguajar , inacessível para grande parte dos Brasileiros .

No momento  o dolar está barato,   fechou Hoje  a  R$ 1,752 “-08-09-2010- “. “Barato demais dizem os comentaristas”,  se romper a barreira de R$ 1,75 o Banco Central deve intervir.

Cá com Meus Botões , eu fico dando “tratos a bola”   para entender. Nossa Moeda é o Real, recebo pelo meu trabalho em Reais e pago tudo com essa moeda.  Porquê o Nosso País Precisa Fazer Poupança -200 bilhões- em dolares?   Porquê Compramos e vendemos no mercado internacional sempre em dolares? 

A crise financeira mundial provocada pela crise do setor imobiliário norte-americano e o retorno dos aumentos no preço  do petróleo, já a US$ 80, está colocando novamente na ordem do dia a perda do valor do dólar e a possível utilização de outra moeda internacional para substitui-lo.

Porque adotamos o dolar? como a moeda norte-americana tornou-se a principal moeda de comercialização mundial?

Padrão Libra / ouro

Na segunda metade do século XIX, a moeda que predominava no cenário econômico mundial era a libra esterlina. Esta hegemonia da moeda britânica perpetuou-se até a Segunda Guerra Mundial. A libra era o “dólar” da metade final do século XIX, era o padrão monetário utilizado para transações comerciais, trocas, contratos e padrão de preços internacionais. Esta hegemonia da Libra apoiava-se sobre a predominância do colonialismo britânico que permitia aos demais países financiar a metrópole britânica.

Enquanto a Inglaterra dominava o panorama econômico mundial com o padrão libra-ouro, os Estados Unidos vivia como um devedor internacional, que não tinha um sistema financeiro único e que necessitava de um banco central para unificar esse sistema.

Durante a Guerra de Secessão (1861-1865) o governo norte-americano, diante da necessidade de financiar a guerra primeiramente iniciou emitindo “demand notes”, conhecidas como: notas à vista, estas eram convertidas em ouro para serem comercializadas. Mas com a escassez de ouro o governo teve que impedir a conversão e foi obrigado a emitir outra nota que fosse comercializada, as chamadas “green backs” ou notas verdes que tinham como respaldo apenas o governo, estas notas ficaram conhecidas como o atual dólar.

Em 1900, o dólar (“notas verdes”), foi ajustado ao padrão-ouro e os bancos para emitir notas necessitavam de uma reserva correspondente em ouro.

Criação do Federal Reserve

Em 1907, estava em discussão a criação de um órgão que centralizasse as flutuações monetárias, mas esta instituição somente foi criada seis anos depois, em 1913, o Federal Reserve Act, conhecido hoje como Fed, o banco central norte-americano.

Bretton Woods

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os países participantes da guerra estavam totalmente destruídos do ponto de vista físico e principalmente econômico. Os Estados Unidos eram o único país que não havia sido destruído pela guerra e, portanto queria que fossem criadas todas as condições favoráveis para que pudesse escoar todo o seu excedente de produção e assim proporcionar o seu crescimento econômico.

O acordo de 1944 em Bretton Woods solidificou o dólar como a divisa de reserva predominante no mundo, substituindo a libra britânica. Devido ao poder político e militar e uma enorme quantidade física de ouro, o mundo prontamente aceitou o  dólar (definido como 1/35 avos de uma onça de ouro) como a divisa de reserva universal. Dizia-se que o dólar era “tão bom quanto o ouro”.

Os EUA fizeram exactamente o que muitos previram. Imprimiram mais dólares que o ouro disponível para resgate. Mas o mundo aceitou aqueles dólares durante mais de 25 anos — até que o franceses e outros no fim da década de 1960 exigissem o resgate prometido de uma onça de ouro por cada US$35. Isto  pôs fim ao mito do pseudo-ouro/dolar.

Em 15 de Agosto de 1971, Nixon fechou o caixa do ouro e recusou-se a pagar 280 milhões de onças.

Com a moeda norte-americana a beira do colapso, era possível ver a queda da hegemonia dos Estados Unidos que teve sua ascensão com o tratado de Bretton Woods.

Um acordo com a OPEP para cotar o petróleo exclusivamente em dólares norte-americanos em todas as transações do mundo, foi negociado.  Em troca, os EUA prometeram proteger os vários reinos ricos em petróleo do Golfo Pérsico contra ameaças de invasão ou golpe interno. O arranjo deu fortaleza artificial ao dólar.

O dolar nada mais é que um cheque ao portador que até 15 de agosto de 1971 podia ser resgatado, em ouro,  no caixa de quem o emitiu.  Esse caixa foi fechado e hoje o dolar é um cheque sem fundos.

O mundo está entupido de dolares sem resgate e a única saída é continuar a utiliza-los comercialmente, pois, o contrário, seria o desastre mundial “o fim do mundo”, a miséria e a fome.

Até quando? Não sei.

Esse é o meu ponto de vista

ODILON SOARES

odilonsoares@odilonsoares.com

 

INFORME-SE.