“ARRANJO POL[ITICO” OU REFORMA POLÍTICA?
Ouvi Outro dia na Rádio Jovem Pan, Creio Que fala do Joseval Peixoto – Não tenho Certeza -, a Afirmação de Que no Brasil o que existe é um “ARRANJO POLÍTICO” para “legitimar e manter os privilégios das Capitanias Hereditárias, dos Feudos Políticos e dos Oligopólios “. Concordo plenamente. Somos o País Onde o Que Vale é Parecer ser, Mesmo não Sendo. Somos Uma Organização Política de Direitos de Privilégios, na Qual a Justiça equivale a eqüidade do desigual, consolidando a hierarquia da desigualdade social originaria, excludente por caber a Sociedade Política a salvaguarda da Sociedade civil, se evidenciando o Fosso Entre elas. Ou seja, uma superioridade DAQUELA em relação a ESTA.
Muito Falta ao Brasil em termos de regime verdadeiramente Democrático. Medidas Provisórias o que é impróprio para um regime Presidencialista; o Voto Obrigatório (constrangimento do eleitor, nao praticado em nenhuma grande Sociedade Democrática), o peso do voto de CADA Cidadão variando conforme o estado da Federação, sem falar no voto 100% proporcional (onde o povo acredita que vota no João, mas outorga procuração ao Partido Político, -esse sim o Verdadeiro dono do Mandato Político e não o eleitor), são alguns dos exemplos da nossa ”democracia”. O voto é obrigatório apenas para legitimar o “Arranjo Político”.
Fizeram Aqui o oposto do presidencialismo federativo, que nos serviu de modelo republicano, os ESTADOS UNIDOS. Lá, os Estados e municípios que se endividam, “tem de se virar sozinhos”, o voto não é obrigatório e é 100% Distrital. O Eleitor É dono do Mandato e TEM Como Controlar o Mandatário, 100% dependente dos votos de Seu Distrito Eleitoral.
No caso brasileiro, a nossa república “foi obra de um monarquista convicto, Marechal Deodoro da Fonseca, que, na verdade, não queria derrubar o Imperador, mas Apenas o Governo do Barão de Ouro Preto. Nosso Movimento republicano era mais Coisa de “res publica” que de democracia. Nossos primeiros tempos após a queda do Imperador foram chamados, na época, de “RÉPUBLICA DAS ESPADAS”. Os privilégios foram transmitidos e garantidos nos governos e NAS Leis que se sucederam.
O Funcionário que nos tempos do Império era Servidor da Coroa, um Servidor do Imperador a quem representava, por mais modestas que fossem suas funções, continuou, no Estado “republicano”, Representando o Poder, mantendo o mesmo olhar de superioridade e nem sempre complacência, constituindo uma casta Que os administrados devem respeitar com humilade e sofrer com com Paciência.
O Estado é o Maior fora-da-Lei, péssimo exemplo e inspirador da Criminalidade no Nosso País. A afronta ocorre em Todos os seus níveis hierárquicos. Funcionários assumen Poderes discricionários que não tem. Usam e abusam do Poder e Força do Estado. Os cidadãos, intimidados Pelo Poder autocrático do Estado -sem os recursos e o tempo, necessários a uma Lide Judicial, ou mesmo por nela não acreditarem, mesmo porquê o Estado, condenado, só Paga os “precatórios” nas “Calendas”-, submetem-se passivamente.
É O MEU PONTO DE VISTA
ODILON SOARES – odilonsoares@odilonsoares.com
