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SOMOS TODOS PSICOPATAS?

BRASILEIRO COM ORGULHO

Nem afro nem euro descendente, sou Brasileiro de Nacionalidade e Raça, fruto de movimentos de miscigenação que se perdem nos tempos de nossa História. A diversidade e a adversidade de culturas e povos nos dotou de extraordinária energia vital, empreendedorismo, vontade e criatividade. Qualidades que fazem o sucesso e o reconhecimento mundial da capacidade da nossa engenharia, da criatividade dos nossos publicitários e do talento dos nossos artistas. Orgulhoso da minha Nacionalidade e Raça e do nosso povo formado por Gente de Bem, Honesta, Trabalhadora, de Índole Pacífica e com enorme anseio Democrático, ví minhas convicções serem espancadas pelo ilustre Dr. Fábio Tofic Simantob, advogado criminalista, diretor do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, em matéria publicada no Estadão em 10/02/2010.

Eu sabia que não éramos diferentes dos outros humanos do planeta, com certeza haveriam, entre nós, as excessões de costume, provavelmente menos que em outros povos. Não me atrevendo a duvidar da veracidade das estatisticas utilizadas pelo ilustre Dr. Fábio, advogado experiente na defesa de assassinos indiciados ou acusados, em inquérito policial ou em “libelo acusatório” da promotoria, restou-me ficar pasmo, imaginando fazer parte de uma uma nação de psicopatas. Segundo o Dr. Fábio, apenas 5% dos Crimes de Morte seriam de autoria de Criminosos Comuns, metade dos 10% que atribui a autoria da Polícia, e, pasmem, que 85% dos Crimes de Morte eram cometidas por cidadãos ditos de bem em situações normais do cotidiano (brigas de bar, violência doméstica, brigas de trânsito, desentendimentos profissionais…). Estaria eu dissociado da realidade? É apenas Paranoia eu evitar saídas noturnas?, viver enclausurado por muros altos ao redor da minha casa?, evitar ir a padaria na esquina durante a noite?, manter os vidros do carro sempre fechados?, pagar taxas de vigilancia da rua?, ter chegado a pagar “taxa de proteção” de loja, quando tinha atividade comercial?, e , mesmo assim ter vivenciado a experiencia de ser assaltado por 4 (quatro) vezes e escapar, “por milagre”, de um tiroteio durante assalto enquanto abastecia o meu veículo no posto? quando uma bala atravessou o meu encosto de cabeça no momento seguinte em que me abaixei? Estou errado? ou tem razão o Dr. Fábio Tofic Simantob, advogado criminalista, de que o perigo de ser morto não está nas mãos dos criminosos e sim nas mãos dos meus vizinhos, meus colegas de trabalho, meus amigos, sócios e parentes e contra esses sim é que eu tenho de me proteger.

Para o Dr. Fábio, desarmar a população dos cidadãos de bem que cometem 85% dos Assassinatos no nosso País e passar a tratar os criminosos que cometem os outros 5% de Assassinatos como Cidadãos, é a “unica alternativa”. Segundo êle, não adianta prolongar a vida dos criminosos no cárcere pois a experiencia mostra que quanto mais tempo êles ficam, pior voltam, melhor é trata-los com os benefícios dados na Vara das Execuções Criminais, como liberdade condicional e progressão para regimes mais brandos de cumprimento de pena (aberto e semiaberto).

Não sei porquê, mas toda essa estória me lembrou Simão Bacamarte, médico psiquiatra, personagem de Machado de Assis, que internava as pessoas da cidade que ele julgava loucas, o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa etc., até que quatro quintos da população ficou internada. Bacamarte, analisando bem, chegou a conclusão de que êle próprio éra o único sadio e reto. Bom, quatro quintos é igual a 80% da população considerados loucos pelo Dr. Simão, número bem próximo dos 85% do Dr. Fábio. Será que foi essa semelhança que me lembrou o Alienista de Machado de Assis?

Deus nos livre e guarde! Diria minha saudosa e religiosa mãe, rogando para Êle nos proteger contra a insanidade da sociedade que inverte os valores da natureza humana, onde o crime é premiado pela impunidade e os cidadãos de bem são inscritos no “rol dos culpados” e punidos com restrição aos seus direitos Democráticos.

É o meu PONTO DE VISTA

ODILON SOARES     odilonsoares@odilonsoares

INFORME-SE.